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Décio Sá
Charge eletrônicaCompleta hoje uma semana que a prefeita de Tufilândia, Marinalva Medeiros Sobrinho (PSB), está foragida. Como todo dia ela engana a Polícia Federal (PF) dizendo que vai se entregar, o blog resolveu recompensar quem der alguma informação verdadeira sobre seu paradeiro.
Quem souber por anda a prefeita pode ligar para o telefone (98) 3244-4740, do Plantão da PF, e procurar pelo delegado Pedro Meireles, chefe das investigações sobre a “Operação Rapina”. A prefeita em questão é acusada de “rapinar” os recursos públicos da população pobre de Tufilândia.
Em relação à recompensa de US$ 5 mil (cerca de R$ 9 mil) trata-se, na verdade, de uma sugestão. Como a PF diz ter encontrado US$ 20 mil (cerca de R$ 38 mil) na casa do prefeito de Tuntum, Cleomar Tema (PSB), que ele diz não ser dele, não custa nada pegar esses US$ 5 mil e dar de presente a quem ajudar na localização da foragida.
Afinal de contas, pelo que parece, os US$ 20 mil estão sem dono.
Escrito por Décio Sá às 19/12/07
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Infidelidade PartidáriaTSE extingue processo contra Lobão Por maioria, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acompanhou o voto do relator, ministro Carlos Ayres Britto (foto), para extinguir, sem julgamento do mérito, a Petição (Pet 2767), na qual o Democratas (DEM) requeria a perda do mandato do senador Edison Lobão (PMDB-MA), e solicitava a posse imediata do suplente do partido, Edison Lobão Filho. Esse foi o primeiro processo a ser analisado pela Corte sobre fidelidade partidária.
O Democratas sustentou que, embora desfiliado antes de 16 de outubro deste ano - data-limite fixada pela Resolução 22.610/07, do TSE - o senador teria assinado o estatuto de criação do partido que determina a perda de mandato em caso de abandono da sigla.
O ministro Carlos Ayres Britto trouxe ao Plenário, em questão de ordem preliminar, seu posicionamento de que o pedido do DEM é juridicamente impossível porque a desfiliação foi requerida pelo senador maranhense em 9 de outubro de 2007, antes da data estabelecida no artigo 13 da Resolução do TSE, que prevê a aplicação de sanção apenas às desfiliações consumadas após 16 de outubro corrente, quanto a eleitos pelo sistema majoritário.
O julgamento do caso da desfiliação partidária do senador Edison Lobão é inédito na Corte, e foi levado ao Plenário pelo relator, ministro Carlos Ayres Britto, porque dele já constava a manifestação de todas as partes envolvidas – o DEM, partido do qual o senador se desfiliou; o PMDB, o novo partido; e do próprio senador, que apresentou suas razões para a mudança.
Para o relator, não seria admissível nenhuma dilação probatória neste caso, de acordo com o artigo 6º da Resolução que prevê: “Decorrido o prazo de resposta, o tribunal ouvirá, em 48 (quarenta e oito) horas, o representante do Ministério Público, quando não seja requerente, e, em seguida, julgará o pedido, em não havendo necessidade de dilação probatória”.
Divergência
O ministro Marco Aurélio abriu divergência do relator por entender que a data fixada pela Resolução resguardava segurança jurídica, ou seja, que os ocupantes dos cargos eletivos não fossem surpreendidos pela nova interpretação sobre fidelidade partidária estabelecida pelo TSE e confirmada pelo Supremo Tribunal Federal.
Para o ministro, o senador Edison Lobão não poderia alegar surpresa por ser signatário do novo estatuto do partido, que fixava regra de fidelidade.
Decisão
Tanto os advogados dos partidos, como o procurador-geral eleitoral encontravam-se presentes à sessão, e, segundo o relator, “abriram mão expressamente” de qualquer dilação probatória, já que o artigo 6º citado, dispensa a necessidade de novas provas, razões suficientes para a extinção do pedido, até porque a desfiliação se deu em data que justificou a impossibilidade da ação proposta pelo DEM.
(com informações do TSE).
Escrito por Décio Sá às 19/12/07
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Zé Tude afirma:“Essas notícias estão acabando comigo” O prefeito de Araioses, José Cardoso do Nascimento, o Zé Tude (PSC), procurou ontem o programa Ponto Final (Mirante AM), apresentado pelo colega Deni Cabral, para explicar sua prisão na “Operação Rapina”.
Zé Tude, de 82 anos, se mostrava preocupado com a informação divulgada pela Polícia Federal (PF) da apreensão de um rolex em sua residência. Ele explicou que o relógio apreendido era um Mido de ouro, jóia da família.
Negou que a mulher Bernarda tivesse comprado o rolex e um crucifixo numa loja da cidade por R$ 220 mil. No entanto, confirmou que ela tem esse crucifixo. O prefeito disse ainda que foram apreendidos oito relógios seus.
Ele foi preso junto com a mulher, a filha advogada e um neto. Disse não sabe sobre as prestações de contas do município, sendo o trabalho de responsabilidade do contador Waldely Moraes, cabeça do esquema.
“Eu sou um tocador de obras”, explicou o prefeito, que tem um filho que trabalha na CGU (Controladoria Geral da União) em Brasília. Foi a CGU que detectou as fraudes que resultaram na “Operação Rapina”.
Sobre os R$ 63 mil apreendidos dentro de uma garrafa plástica de refrigerante na casa da presidente da CPL (Comissão Permanente de Licitação), Vilenice Carvalho da Costa, disse não saber. Afirmou, porém, tratar-se de economia da família da funcionária. Pelo jeito, Vilenice detesta banco e cofre.
Zé Tude disse ganhar R$ 7 mil brutos e R$ 5 mil líquidos como prefeito. Informou ainda que só não rompe o contrato com a Eplam/Ecoplam, de Waldely Moraes, porque a empresa ainda tem muitos documentos da Prefeitura de Araioses. Ele paga R$ 11 mil por mês para Waldely.
Na entrevista, ele pediu a Deni Cabral que “essa rádio não fique mais batendo em mim”. “Mas o senhor está tendo todo o direito de se defender aqui prefeito”, ressaltou o apresentador.
“Essas notícias estão acabando comigo e meus adversários ficam aproveitando. Em Araioses, eu tive um AVC (Acidente Vascular Cerebral) só de aborrecimento por causa de uma rádio que vive me esculhambando”, lamentou-se Zé Tude.
Escrito por Décio Sá às 19/12/07
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Eleições do PTDutra vence, mas Washington recorre A apuração da eleição do PT foi encerrada hoje apontando a vitória do deputado Domingos Dutra, mas o ex-deputado Washington Oliveira está recorrendo ao Diretório Nacional alegando várias irregularidades. Os recursos devem ser julgados amanhã em Brasília.
Em 12 municípios a eleição começou antes das 9h, o que fere as regras da eleição. Em Presidente Dutra, o diretório foi dissolvido no primeiro turno e não ocorreu eleição. Agora o grupo de Washington realizou o pleito.
Em Penalva, foi encontrado material de campanha de Dutra dentro da urna. No município, o deputado teve 309 votos contra apenas 65 votos de Washington.
O resultado final, contabilizados 127 municípios e 7.611 eleitores, ficou assim:
Diretório Nacional
Jilmar Tatto - 3.836 (52,3%) Ricardo Berzoini - 3.500 (47,7%) Brancos - 252 Nulos - 72
Diretório Estadual
Dutra - 4.037 (54,1%) Washington - 3.432 (45,9%) Brancos - 94 Nulos – 98
Veja aqui a votação município por município.
Escrito por Décio Sá às 18/12/07
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“Em Codó eu estou há 22 anos. Muda tudo e ninguém cancela meu contrato”, diz Waldely Gravação feita pela Polícia Federal (PF) com autorização da justiça mostra como o líder da quadrilha especializada em desviar recursos públicos através de processos de licitação fraudulentos, Waldely Moraes, dono da Eplam/Ecoplam, tratava com “profissionalismo” seu negócio escuso.
Numa gravação feita em maio de 2006, ele reclama com um interlocutor não identificado que não se envolve em política e por isso tem uma “contabilidade de resultado”.
“O negócio é dizer para ele (prefeito desconhecido) que sou um profissional, porra! Eu não misturo as coisas não! Porra! Muda política, muda tudo, ninguém mexe. Eu não me meto em política, faço meu trabalho. Em Codó, eu estou há 22 anos. Em Araioses, eu tô há 22 anos. Quer dizer: muda, muda tudo e ninguém nem cancela meu contrato. Primeiro eu tenho uma contabilidade de resultado, e depois que política pra mim é a última coisa que me interessa e eu num entrego ninguém. Então, porra! Não é possível que seja por conta disso aí. É porque ele (prefeito desconhecido) ainda não acertou”, afirma ele na gravação.
Escrito por Décio Sá às 18/12/07
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Operação RapinaDeputado Penaldon Moreira é citado no depoimento do líder da quadrilha O deputado Penaldo Moreira (PSC), que esteve enrolado até o pescoço na CPI do Crime Organizado em 1999 mas conseguiu se safar, é citado no depoimento do contador Luciano Rabelo de Moraes à Polícia Federal (PF).
Luciano é filho do suposto contador Waldely Leite de Moraes, ambos líderes da organização criminosa especializada em fraudar processos licitatórios que nos últimos dez anos teria desviado R$ 1 bilhão dos cofres públicos, segundo a PF. Ele é sócio do pai na empresa Eplan/Ecoplan, cabeça do esquema. Waldely não seria contador e sim economista.
Durante depoimento de Luciano lhe é mostrado um áudio e perguntado se o cidadão idenficado na gravação é o deputado.
"Perguntado ao interrogado quem é a pessoa identificada como PENALDON, como se observa no trecho constante do áudio 273993, respondeu que é uma pessoa indicada pelo prefeito MAZIM com o intuito de orientar e informar procedimentos adotados por órgãos federais de controle e investigação", diz o trecho do depoimento.
O Mazim em questão é o prefeito de Governador Newton Belo, Francimar Marculino da Silva, um dos oito prefeitos presos na "Operação Rapina". O depoimento aparentemente não compromete em nada o deputado, até porque o blog não teve acesso ao áudio da conversa.
No entanto, mostra que a PF está de alguma forma investigando o parlamentar, daí a necessidade de questionar o preso sobre ele.
Escrito por Décio Sá às 18/12/07
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O lado tragicômico da Operação Rapina - Parte 2
E continuam surgindo os fatos curiosos, engraçados e trágicos da “Operação Rapina”. Uma das histórias envolve o prefeito de Urbano Santos, Aldenir Santa Neves, e o ex-prefeito Abnadab Leda.
Quando era prefeito Abnadab foi buscar em Vargem Grande Aldenir para ser seu secretário de Administração, justamente o setor responsável pelas licitações. Elegeu o aliado, que depois o traiu. Aldenir é funcionário de carreira da área administrativa da própria Polícia Federal (PF).
Questionado durante seu depoimento sobre as fraudes, Abnadab não se conteve. “Mas delegado, eu trouxe esse rapaz para trabalhar comigo justamente por causa de seu currículo, de ser funcionário da Polícia Federal. Existe pessoa mais insuspeita que um funcionário da PF ? Jamais pensei que ele fosse me envolver num negócio desse”, respondeu o ex-prefeito.
Já Aldeni quis mostrar prestígio e andou chamando os agentes de colegas. “Colega não! Ex-colega”, respondeu um policial.
Pedrinhas
Durante a prisão em Pedrinhas, os acusados foram surpreendidos pelo “pastor” José Gerardo, preso acusado de chefiar o crime organizado no Maranhão. Na cadeia, o ex-deputado virou evangélico.
No princípio as pessoas se assustaram, mas depois da pregação de José Gerardo, que inclusive colocou a mão no ombro do prefeito Cleomar Tema (Tuntum), ficaram mais tranquilas. Só dormiram depois do “culto” feito por José Gerardo.
O ex-deputado revelou já ter perdoado o ex-presidente da Assembléia Manoel Ribeiro e o ex-secretário (hoje deputado) de Segurança Raimundo Cutrim, a quem atribui seu martírio. “Rezo todo dia por eles”, declarou.
Quem andou também visitando os presos foi Joaquim Lauristo. Ele, no entanto, ainda não se converteu.
Escrito por Décio Sá às 18/12/07
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