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Décio Sá

13/03/08

Te cuida, Eurídice!
Presidente da Adepol diz que “fatos estranhos” estão acontecendo na Secretaria de Segurança

*Delegado afirma que viaturas são entregues a prefeitos no interior


O presidente da Adepol, delegado Marcos Affonso Júnior (foto/Paulo Soares), afirmou ao programa “Rádio Patrulha”, da Mirante AM, que “fatos estranhos” estão acontecendo na Secretaria de Segurança, comandada por Eurídice Vidigal.

Segundo ele, vários carros sem placa alugados estão prestando serviço para o órgão e a alimentação dos presos do interior é fornecida agora por uma empresa do Rio de Janeiro.

“Existem muitas coisas estranhas acontecendo na secretaria. Se o cidadão comum tem de pagar seu emplacamento e IPVA porque a secretaria não? Antigamente empresas locais é quem forneciam comida para os presos. Ninguém sabe onde fica a cozinha dessa empresa do Rio de Janeiro. O governador precisa saber o que está acontecendo na Secretaria de Segurança”, declarou Marcos Affonso.

Ele denunciou que as viaturas de polícia enviadas ao interior estão sendo entregues aos prefeitos e não aos delegados. “Há pedidos políticos de melhoria funcional para policiais. Teve um marginal que fugiu e declarou que no Maranhão se rouba banco até com revólver 38. Fiquei calado até agora, mas tudo tem limites.”

O presidente da Adepol (Associação dos Delegados da Polícia Civil) reclamou ainda do fato de servidor Alfredo Quintanilha ter sido exonerado “sem nenhuma falta de respeito” da parte administrativa da secretaria. Ele era lotado no setor responsável pela elaboração da folha de pagamento.

Em seu lugar, foram nomeadas pessoas estranhas à administração. “Espero que isso não dê problema no final do mês na confecção da folha de pagamento da polícia. Há estranhos comportamentos na secretaria. Estou vendo um retrocesso muito grande”, reforçou.

Ele afirmou que a operação policial que resultou semana passada em quatro assaltantes mortos em Alto Alegre do Pindaré foi bancada pelo Bradesco e pelo prefeito Ozéas Machado, o Negão (PMDB).

“Em Pinheiro, a delegada da Mulher teve de pedir cadeiras na vizinhança para colocar na delegacia. Não estou vendo política de melhoria na secretaria”, reclamou.

Marcos Affonso disse que a autonomia financeira da Polícia Civil continua no papel. “Se dermos autonomia para a polícia saberemos aplicar o dinheiro, mas não de forma estranha”, finalizou.


Escrito por Décio Sá às 13/03/08
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Araguanã
“Coreirinho” culpa prefeito por trator roubado


O prefeito afastado de Araguanã, José Uilson Silva Brito, o “Coreirinho” (PSDB), afirmou agora há pouco ao blog não ter envolvimento com a aquisição de trator roubado que prestava serviço à prefeitura da cidade, de onde está afastado desde setembro do ano passado.

Ele acredita que o delegado Francisco das Chagas Costa, o “Bareta”, tenha se enganado ao incluir seu nome no rol de denunciados na “Operação Serra Pelada”.

Coreirinho (foto/De Jesus) garante que as máquinas encontradas pela polícia piauiense, a serviço da Prefeitura de Araguanã, foram alugadas por seu vice, Jose Maria Pereira Mendonça (PDT), atualmente no exercício do cargo de prefeito.

Ao tomar conhecimento pela imprensa, na manhã de ontem (quarta-feira, 12), de que seu nome constava na lista de prefeitos maranhenses indiciados no inquérito que apura o caso, “Coreirinho” acionou seus advogados para desfazer o mal-entendido.

“Nossa assessoria de imprensa falou com o delegado “Bareta”, que garantiu que os investigadores da Polinter Piauí mantiveram contato com o prefeito em exercício, Zé Maria, este sim, foi quem contratou aluguel de máquinas provavelmente roubadas”, disse o advogado do prefeito afastado, Carlos Sergio Barros.

O delegado regional de Zé Doca, Luis Cláudio Balbi, informou que “há indícios muito grandes de que as máquinas sejam roubadas, pois há adulteração de número de chassi e ausência de plaqueta - que funciona como identificação de máquinas pesada. Mas se é adulteração ou se é ação do tempo e do uso só a perícia irá dizer.”

“Não conheço ninguém dessa quadrilha e na época que estava na prefeitura nunca houve aluguel de tratores. Essas máquinas foram alugadas há quatro meses. Portanto, o meu vice (atual prefeito) é quem deve dar explicações sobre esse caso”, declarou Coreirinho.


Escrito por Décio Sá às 13/03/08
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“Se depender do inquérito o sujeito mofa na cadeia, morre na masmorra”, diz "Bareta"

*Prefeito Hemetério Weba chama delegado piauiense de “irresponsável”


O delegado da Polinter do Piauí, Francisco das Chagas Costa, o “Bareta” (foto), afirmou hoje (quinta-feira, 13) pela manhã ao programa “Ponto Final”, da Mirante AM, que se depender do inquérito que mandou para a justiça os acusados de integrarem a quadrilha internacional de roubo de caminhões e tratores vão “mofar na cadeia” e “morrer na masmorra”.

“O inquérito está bem instruído com provas subjetivas e objetivas. Não há esse negócio de falha no inquérito. Se depender do inquérito e do meu desejo também, o sujeito mofa na cadeia, morre na masmorra”, declarou “Bareta” ao apresentador Roberto Fernandes.

No primeiro inquérito sobre o caso foram indiciadas e pedida a prisão de 15 pessoas, entre as quais os prefeitos Hemetério Weba (Nova Olinda); Francimar Marcolino da Silva, o Mazim (Governador Newton Belo); José Augusto Veloso (Bela Vista); José Uilson Silva Brito, o Coreirinho (Araguanã), no momento afastado de suas funções; e o vereador de Santa Inês Aldoniro Muniz.

A maioria é acusada de receptação. “Foram localizadas máquinas, produtos de ilícito penal, que estavam prestando serviço a essas prefeituras. Então, eles devem responder, no mínimo, pelo crime de receptação”, assinalou o policial.

O inquérito está sendo analisado pelo juiz Herberth Belisário Júnior, da 1ª Vara Criminal de Teresina (PI). “Bareta” declarou que a possível alegação dos acusados de que não sabiam que os caminhões e tratores eram roubados não deve prosperar na justiça.

“Um delegado de polícia não pode fazer um pré-julgamento, mas fica pontual que essas pessoas já sabiam da origem dessas máquinas, pois a maioria delas têm números de séries adulterados. Fica o questionamento: por que isso não chamou a atenção deles?”, questionou.

“Bareta” contou que esse foi apenas o primeiro inquérito sobre o caso. “Nós já instauramos dois inquéritos e temos a possibilidade de instaurar um outro porque surgiram nas investigações outros delitos dessa quadrilha que precisam ser apurados. São crimes onde não há a continuidade delitiva, são crimes autônomos.”

Questionado, ele não quis confirmar, mas deu a entender da existência da participação de deputados nas investigações, como já havia insinuado anteriormente. “Há indícios da participação de agentes políticos. Outros casos a gente está investigando e no momento oportuno a gente declina (os nomes)”, completou.

No entanto, o presidente em exercício da Assembléia, Pavão Filho (PDT), leu, na sessão desta quinta-feira, ofício da Secretaria de Segurança do Piauí onde o delegado nega ter afirmado existir a participação de deputados na quadrilha.

Por fim, ele afirmou que com a conclusão dos trabalhos já estava ficando com “saudades” do povo do Maranhão. O pai de Bareta é natural do município maranhense de São Domingos.

“Irresponsável”

Depois da entrevista, o prefeito Hemetério Weba ligou para a emissora e chamou o delegado de “irresponsável” por incluir seu nome no rol de indiciados. Ele disse que seu advogado estava em Teresina (PI) e iria ajuizar uma representação contra o policial.

“Esse delegado é irresponsável. Quero saber quem está por trás disso. Não se pode enxovalhar e se acanalhar o nome de um cidadão de bem dessa forma.”

O ex-prefeito declarou que o trator supostamente roubado foi encontrado em Nova Olinda com o filho de um adversário político. Lembrou que foi preso na CPI do Narcotráfico, mas nada teria ficado comprovado contra ele.

Na época, Hemetério foi acusado de transportar um “pó branco”, que seria cocaína, em um avião de sua propriedade. O prefeito argumentou que todos os seus acusadores, depois da conclusão da CPI, foram envolvidos em casos de corrupção no Congresso Nacional.

Foi o caso do senador Magno Malta (ES) e dos ex-deputados Laura Carneiro (RJ) e Reginaldo Germano (BA).


Escrito por Décio Sá às 13/03/08
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Preso vereador acusado de participar de atentado contra prefeito Marcos Miranda de Bom Lugar


O vereador do município de Bom Lugar, Arilson Santos Andrade, foi preso terça-feira última, em Bacabal. Ele tinha prisão decretada pelo juiz titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri, José de Arimatéia Correia Silva, por envolvimento no atentado ao prefeito Marcos Miranda, ocorrido em maio de 2004. Conforme o superintendente de Polícia Civil do Interior, Joviano Furtado, o processo tramitava na comarca de Bacabal, mas foi aforado para São Luís por decisão da Justiça.

O crime aconteceu quando o prefeito abastecia seu carro no posto Santo Antônio, na BR-316, próximo a Bacabal. Dois homens de capacete, em uma motocicleta vermelha, se aproximaram. O da garupa empunhou uma arma e efetuou vários disparos, atingindo Marcos Miranda no pescoço, tórax e peito. Em seguida, os autores do crime fugiram pela BR-316.

O prefeito foi socorrido e levado para um hospital de Bacabal, onde recebeu os primeiros cuidados para depois ser transferido de avião para São Luís, onde se recuperou após intervenção cirúrgica.

Investigação

À época do crime, foram indiciados no inquérito policial Elinaldo Linhares Damasceno, que seria o condutor da moto; Ivaldo Santos Silva, que seria o homem que efetuou os disparos; Antônio Barbosa Lira, o Gordo Lira, que teria agenciado a dupla para a execução do crime; Francisco de Sousa Lira e Gilvan Araújo Aguiar, acusados de terem contatado Gordo Lira, para que este contratasse os pistoleiros; Manoel dos Santos Filho e Arilson Andrade dos Santos, acusados de serem os mentores do atentado.

De acordo com a investigação policial, a intenção seria executar Marcos Miranda para que o vice-prefeito de Bom Lugar, conhecido como Eusébio, assumisse o cargo. Arilson Andrade é filho e Manoel dos Santos Filho é cunhado do vice-prefeito.

Elinaldo Santos, que é réu confesso, e Ivaldo Silva teriam combinado fazer o “serviço” por R$ 14 mil, dos quais teriam recebido cerca de R$ 3 mil. A prisão do vereador teria ocorrido em razão de ele não ter comparecido às audiências.


(Com informações de O Estado do Maranhão).


Escrito por Décio Sá às 13/03/08
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RCED 671: depoimentos à vista


O juiz eleitoral Carlos Santana, escolhido por distribuição automática para ouvir as testemunhas no processo de cassação do governador Jackson Lago (PDT), disse ontem que vai cumprir a determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em duas sessões de depoimentos. O TSE definiu em 12 - seis de cada parte – o número de testemunhas a serem ouvidas no caso. O Recurso Contra Expedição de Diploma (RCED) tem o número 671.

No início da noite de ontem ele se reuniu com o procurador regional eleitoral José Leite Filho para definir os dias das oitivas. Num dia, serão ouvidas as testemunhas arroladas pela coligação “Maranhão - A Força do Povo” e no outro as indicadas pela “Frente de Libertação do Maranhão”.

Carlos Santana disse que o interesse pelo comparecimento ou não das testemunhas é dos advogados das partes. Isso quer dizer que não será usada a força policial no caso de alguém não comparecer ao depoimento.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão recebeu terça-feira (11) a Carta de Ordem expedida pelo ministro Carlos Ayres Britto, relator do processo no TSE, determinando a realização dos depoimentos. Ele estabeleceu prazo de 30 dias, que começou terça-feira, para a conclusão do trabalho.

Depois dessa etapa, o processo vai para a fase de alegações finais e, em seguida, estará pronto para julgamento. Carlos Santana não informou quais testemunhas serão ouvidas.

No entanto, de acordo com os autos do processo, na defesa do governador Jackson Lago devem ser ouvidos o deputado federal Julião Amim (PDT), o prefeito Humberto Coutinho (Caxias), a ex-secretária Helena Duailibe (Saúde), o ex-prefeito Milton Gomes (Grajaú), o jornalista Lourival Bogéa, e o presidente da Câmara de Vereadores de João Lisboa, João Meneses de Santana.

A coligação “Maranhão - A Força do Povo” arrolou como testemunhas o superintende da Polícia Federal no Maranhão, Augusto Gominho, o ex-prefeito Mimi Cutrim (Olinda Nova), o presidente da Associação Tanque (Grajaú), Bento Barbosa Martins, o líder comunitário Fernando de Jesus Lima de Oliveira (Caxias), o jornalista Rivaldo Moura e Wuiara Cristina Rodrigues, de Imperatriz.

Como não se trata de ação penal, o deputado Julião Amim e o prefeito de Caxias não terão direito de escolher data hora para prestar seus esclarecimentos.


(Com informações da coluna Estado Maior/O Estado do Maranhão).

Escrito por Décio Sá às 13/03/08
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Governador de NY renuncia após escândalo


O governador de Nova York, Eliot Spitzer, renunciou ao cargo nesta quarta-feira, depois de ter sido envolvido em um escândalo de prostituição.

Os deputados republicanos da Assembléia Estadual de Nova York haviam dado um ultimato para que Spitzer renunciasse depois que o jornal The New York Times publicou informações de que ele teria recorrido aos serviços de uma rede de prostituição.

"Eu não posso deixar que meus erros privados interfiram no trabalho público", disse Spitzer, ao anunciar a renúncia em uma coletiva de imprensa.

Ao lado da mulher, o político democrata voltou a pedir desculpas pelo que classificou como "comportamento inaceitável".

Com a renúncia de Spitzer, o vice, David Paterson, vai assumir o governo, tornando-se o primeiro governador negro e cego de Nova York.


Leia mais aqui.


Escrito por Décio Sá às 13/03/08
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12/03/08

Estreito
Jackson e Eurídice ignoram manifestação do MST


O juiz Gilmar de Jesus Ewerton Vale expediu ontem, no final da tarde, mandado de manutenção de posse ao Consórcio Estreito Energia (CESTE), em face da tentativa de invasão de movimentos sociais liderados pelo MST ao canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Estreito, no município de Estreito (MA), distante 750 km de São Luís.

Tudo parece normal, mas não é. O juiz encaminhou ofício à Secretaria de Segurança Público pedindo providências urgentes para o cumprimento do mandado judicial, que é a retirada imediata dos manifestantes que vieram de outros estados chafurdar o andamento das obras de Estreito, hidrelétrica que é a menina dos olhos da ministra Dilma Roussef, capitã do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.

Mas o governador Jackson Lago, que já demonstrou ser simpatizante do MST, não moveu uma palha até agora para fazer cumprir a decisão do juiz. Em outras palavras: o governo da "libertação" quer ver é o circo pegar fogo, desde que o fogo não atrapalhe os interesses e planos do Palácio dos Leões.

Fontes do blog informam que a polícia de Estreito e adjacências está de braços cruzados, enquanto os manifestantes, trazidos de ônibus de várias cidades do país, se multiplicam e espalham terror no sul do Maranhão.

E o que faz a secretária de Segurança Cidadã, Eurídice Vidigal? Nada. Nada e caminha pela praia nas manhãs ensolaradas. Já não bastam os bandidos estarem espalhando o terror em São Luís e no interior do estado. Agora são manifestantes de fora que encontraram no Maranhão terreno fértil para promover a desordem.

Os empresários devem estar decepcionados com a inércia do governador e da secretária de Segurança Cidadã. Por essas e outras é que a Vale continua pensando duas vezes antes de instalar uma siderúrgica gigantesca no Maranhão.

Para Jackson Lago, é melhor ficar bem na foto com os movimentos sociais, ainda que as manifestações ponham em risco milhares de empregos gerados e milhões em impostos que podem ser obtidos com investimentos de grande porte.

Escrito por Décio Sá às 12/03/08
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