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Décio Sá
Lula cancela vinda ao Maranhão
O presidente Lula informou ao governador Jackson Lago (PDT) que não virá mais no dia 5, próxima segunda-feira, ao Maranhão. A informação foi passada pelo próprio governador à bancada federal na reunião que teve ontem no Palácio dos Leões.
O pedetista não soube ao certo explicar o porquê do adiamento, mas uma fonte revelou ao blog o possível motivo. É que ainda esta semana deve sair, finalmente, a denúncia dos envolvidos na Operação Navalha. Jackson deve ser um dos denunciados, segundo informou semana passada o jornal Folha de S. Paulo.
Ficaria chato para o presidente chegar no estado e encontrar a oposição eufórica com a denúncia contra o pedetista.
Gilberto Lima cobra fatura após demissão
Depois de ter sido informado que havia sido demitido, o ex-diretor da Rádio Timbira Gilberto Lima resolveu cobrar a fatura. Disse no ar que só deixava a emissora se recebesse R$ 40 mil para quitar as dívidas da rádio, o que incluía o pagamento de funcionários. “Isso (a demissão) vai sair muito caro”, disse ele, que ameaçou se aquartelar dentro da Timbira.
Poucos minutos depois o coronel Francisco Melo, comandante do Policiamento da Capital, chegava à sede da rádio com ordens para usar até a força no sentido de fechar a emissora caso necessário.
Tati Palácio em Santiago do Chile
A ex (?) primeira-dama e secretária Tati Palácio (Planejamento) foi vista embarcando no vôo 8026 da TAM, às 10h15 de sábado, em Guarulhos (SP), para Santiago do Chile. Detalhe: estava acompanhada.
Washington assume cargo em Brasília
O ex-presidente do PT e ex-deputado federal Washington Luiz Oliveira assume ainda esta semana um cargo em Brasília. Ele vai ser assessor especial do ministro Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência).
Washington já foi nomeado. Falta apenas assumir o cargo. Vai fazer sombra para o “companheiro” Domingos Dutra em Brasília.
José Vieira: mais R$ 40 milhões ao patrimônio
O ex-prefeito José Vieira vendeu uma de suas fazendinhas em Buriti Bravo, a Olho d'Água. Coisa pequena: negócio de R$ 40 milhões. A venda envolveu as milhares de cabeças de gado criadas na propriedade.
Parte do dinheiro será usado para pagar dívidas. A outra, o ex-prefeito vai usar para turbinar sua campanha à Prefeitura de Bacabal.
Escrito por Décio Sá às 28/04/08
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Nova blogueira alerta:Ceará vende Lençóis Maranhenses no exterior Está no ar o blog da turismóloga Gabriela de Carvalho Guimarães alertando para os problemas do turismo no Maranhão. Em um dos posts a nova blogueira alerta que o Ceará está vendendo o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses como sendo seu no exterior.
"Devido a incompetência de nosso secretário de turismo e a teimosia do nosso governador em não querer mudá-lo. Pois, com a construção do novo aeroporto em Parnaíba e a construção da rodovia que facilitará o acesso do Parque dos Lençóis pelo Ceará. O Ceará e o Piauí vão colocar em suas prateleiras, o destino Lençóis Maranhenses como sendo deles.
Como o Ceará sabe divulgar muito bem seu turismo. Com certeza vão induzir os turistas do mundo todo a conhecer os Lençóis Maranhense desembarcando em seu estado.
Em matéria publicada no Diário do Turismo, no dia 24/04/2008, já se ver imagens de dunas sendo ofertado como atrativo turístico no Ceará. Mesmo sabendo que o Ceará tem litoral (Jericoacoara) com dunas, fico um pouca desconfiada", afirma ela.
O blog também traz charge como a postada acima onde questiona declaração do secretário João Martins afirmando que 0,20% dos turistas vão para Barreirinhas de trem (?).
Leia mais aqui.
Escrito por Décio Sá às 28/04/08
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PT decide se coligar com PC do B*Bira do Pindaré ainda esperneia e deve se lançar na convenção*Dutra e Flávio Dino criticam hegemonia tucana no governo Jackson*Kleber Gomes e Chocolate trocam empurrões e quase vão aos tapas Conforme o blog havia adiantado ontem, o PT definiu pela coligação com o PC do B do deputado Flávio Dino (foto). A política de coligação foi aprovada por 108 votos a 97, diferença de apenas 11 votos. Em seguida, os delegados aprovaram por maioria, levantando apenas o crahá, que essa aliança deveria ser feita com os comunistas. Uma corrente liderada pelo deputado Domingos Dutra defendeu a coligação com o PDT do prefeito Tadeu Palácio.
Chateado, o sindicalista Bira do Pindaré disse ser injusta a decisão. "Sou militante histórico e estava em segundo lugar nas pesquisas", declarou cabisbaixo. Aliados do sindicalista querem que ele lance sua candidatura na convenção do partido em junho, apesar da derrota deste domingo 27.
A maior chateação dos defensores da candidatura própria foi com a incoerência da deputada Helena Heluy, que tinha 14 delegados e acabou forçando o grupo de Washington Oliveira a apoiar a aliança com o PC do B.
Eles lembravam a todo instante que o marido da deputada, o juiz aposentado José Ribamar Heluy, foi candidato a prefeito pelo PT na década de 80, e a própria Helena foi candidata em 2000 e 2004. "Essa Helena é um poço de contradição", declararam.
Após a vitória da tese em favor da candidatura própria, os delegados entoaram o principal grito de guerra do PT: "Partido, partido, partido... é dos trabalhadores". Em resposta, os defensores da candidatura própria rebateram: "Partido, partido, partido... é do PC do B" e "Partido, partido, partido... e repartido". "Entregaram nossa estrela", gritou uma delegada.
Flávio Dino, que chegou ao encontro após a fatura liquidada, agradeceu a "grandeza" do PT em abdicar de uma candidatura própria em prol de seu nome. Ele disse que junto com a legenda vai construir um pólo de esquerda para eleições na capital. "Nossa tarefa não é demarcar eleição. É ganhar a eleição", declarou.
Baixarias
Como não poderia deixar de ser, houve o tradicional arranca-rabo no calor das discussões. O assessor especial da Secretaria de Igualdade Racial, o militante conhecido por Chocolate, e o ex-verador Kleber Gomes trocaram empurrões e quase vão aos tapas durante a plenária.
Chocolate, defensor da candidatura própria, explicou que o ex-vereador, que apoiava a aliança com o PC do B, o acusou de estar incitando as bases adversárias. "Vou te dar uma porrada", teria afirmado Kleber, segundo versão do assessor. "Se tu vieres eu te dou outra", respondeu ele.
Os dois trocaram apenas empurrões e nenhum delegado, a exemplo do que aconteceu no caso Chiquinho Escórcio, apareceu para levar os brigões presos.
Antes de começarem as discussões o representante da Direção Nacional, Renato Simões, disse estar ali apenas para acompanhar o encontro. "Essa é uma decisão de vocês. O Diretório Nacional não aposta na unidade em São Luís. Eu quero desafiar vocês a contrariar o PT Nacional", afirmou antes do desentendimento entre Chocolate e Kleber Gomes.
A pressão era tanta durante o encontro que quando os delegados saíram para almoçar eram vigiados pelos líderes dos dois grupos. O medo era que um lado cooptasse o outro mediante o pagamento de dinheiro. Delegados do grupo de Washington dormiram em hotéis da cidade e teriam recebido R$ 100,00 para manter a posição pró-Flávio Dino tomada na noite do sábado.
Uma das desconfianças dos defensores da candidatura própria é que muitos delegados dos grupos de Washington e Helena fossem "pestistas de ocasião" - ou seja: foram filiados apenas para participar deste encontro.
O subsecretário Márcio Jardim (Minas e Energia), por exemplo, contou ao blog ter perguntado à delegada da ala da deputada identificada apenas por Clícia quem era o candidato que o PT queria apoiar. "O Flávio Dino é um aluno da universidade que foi dar aula em minha escola", respondeu ela.
Definição
Após a decisão pró-coligação, os petistas fizeram nova votação para decidir se essa coligação era com o PDT ou PC do B. Dutra defendeu a aliança com o PDT porque a coligação com os comunistas iria levar o PDT a embarcar na candidatura do tucano João Castelo. "Se não formos para o PDT, o PDT irá para Castelo e aí ele ganha no primeiro turno", disse o deputado, ressaltando que se isso acontecer o PT será o grande prejudicado nas eleições presidenciais de 2010.
O presidente do PT classificou a candidatura de Flávio Dino como burguesa e sem apoio popular. Ele lembrou que candidatos da classe média como José Antônio Almeida, em 2000, e Helena Heluy, em 2000 e 2004, tiveram 1% e 3%, respectivamente.
"O Flávio Dino chegou ontem, teve massa de dinheiro, José Reinaldo por trás (para se eleger deputado) e não tem base popular. Estamos empurrando o PDT para Castelo", reforçou.
Na defesa da aliança com o PC do B falou o jornalista Ed Wilson Araújo. Ele disse que o PDT sequer definiu ainda seu candidato. "O PDT não se decidiu, não tem candidato. O PSDB está encastelado no governo Jackson. O casamento com o PC do B nos distingue. Não podemos ficar a reboque dos tucanos", assinalou.
Ao final, o próprio Flávio Dino encampou o discurso contra a hegemonia tucana no governo. "Não devemos aceitar a hegemonia nacional e estadual do PSDB", discursou.
Escrito por Décio Sá às 27/04/08
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Reunião no Palácio dos Leões "Frentistas" querem isolar Tadeu e cobrar fatura
Não passa de um movimento para tentar isolar o prefeito Tadeu Palácio e cobrar a fatura do governador Jackson Lago (ambos do PDT), a reunião que um grupo de deputados federais governistas, o ex-governador José Reinaldo e o ministro aposentado Edson Vidigal (ambos do PSB) terão daqui a pouco com o chefe do Executivo no Palácio dos Leões, conforme o blog já havia informado em post abaixo.
José Reinaldo quer ao apoio do governo à candidatura do sobrinho Marcelo Tavares (PSB) à presidência da Assembléia; Vidigal, que chamou o pedetista de "velho escroto", quer respeito à mulher, a secretária Eurídice Vidigal; e Roberto Rocha aproveita o movimento para tentar isolar o prefeito Tadeu Palácio em relação à disputa pela Prefeitura de São Luís.
Nesse caso, o tucano já defende a candidatura do presidente da Emap (Empresa Maranhense de Adminstração Portuária), João Castelo (PSDB), com quem começou a se entender. Seria uma reedição da "Frente de Libertação do Maranhão", que o prefeito não quer nem ouvir falar.
Caso a articulação vingue, Roberto herdaria o Porto do Itaqui. No início do governo, ele tentou emplacar o irmão Rochinha no cargo mas Jackson optou por Castelo.
Vidigal anda chateado com as brigas dos coronéis da PM com sua mulher. Ele ainda não engoliu o fato do comandante do Policiamento da Capital, coronel Francisco Melo, ter destratado Eurídice durante coletiva. Sem força para derrubar os coronéis, a secretária quer pelo menos, como prêmio de consolação, a cabeça do delegado-geral Jefferson Portela.
A reunião foi acertada na semana passada durante um café da manhã na casa de Vidigal em Brasília. Além de José Reinaldo e Roberto Rocha, participaram do encontro os deputados Domingos Dutra (PT), Sebastião Madeira (PSDB), Julião Amim e Davi Alves Silva Jr. (PDT), Ribamar Alves (PSB) e Cléber Verde (PRB).
A presença de Julião no encontro é justiticada porque, apesar de pleitear sua candidatura, ele sonha mesmo é em ser vice de Castelo. Dutra, apesar de defender a candidatura própria do PT, é aliado de primeira hora dos tucanos no Maranhão.
Escrito por Décio Sá às 27/04/08
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Aziz Santos implode aliança do PDT com PT O secretário Aziz Santos (Planejamento) está sendo apontado como o grande responsável pela coligação que o PT deve fechar com o PC do B no encontro que está sendo realizado neste domingo.
Aziz (foto) teria vetado ontem a articulação comandada pelo prefeito Tadeu Palácio, seu desafeto no PDT, para que o deputado Ribamar Alves (PSB) assumisse a Secretaria de Saúde e com isso abrisse vaga na Câmara dos Deputados para o suplente Washington Oliveira.
O grupo de Washington, que tem 96 delegados no encontro de hoje, definiu pela aliança com Flávio Dino (PC do B). Com ascendência sobre o governador Jackson Lago (PDT), Aziz acabou atrapalhando a aliança que favoreceria o secretário Clodomir Paz (Governo), que vem sendo apresentado por Tadeu como seu candidato a sucessão. Aziz apóia a candidatura de Julião Amim.
Sem outra alternativa, o grupo que defende a candidatura do sindicalista Bira do Pindaré quer aprovar resolução para que a decisão tomada pelo PT hoje em torno de uma coligação não seja a definitiva.
Ou seja: se o encontro definir pela coligação que ela não seja sacramentada hoje – só daqui a um mês. Diante da vitória iminente de uma coligação com o PC do B, os petistas já discutem quem será o vice.
Três nomes estavam postos: Raimundo Monteiro, Ed Wilson Araújo e Kleber Gomes. O PC do B teria vetado o nome de Monteiro por causa das denúncias que pesam contra ele no Incra. A tendência era de acordo com Ed Wilson, que hoje é professor da UFMA e mora em Imperatriz. A alternativa Bira está descartada porque ele defendeu até agora sua própria candidatura.
O encontro do PT está sendo realizado no Gran São Luís Hotel (antigo Vila Rica) no centro de São Luís, um dos dois cinco estrelas da cidade. Atolado em dívidas, o PT costumava se reunir no Sindicato dos Bancários e Sítio Pirapora.
Como sempre é comum neste tipo de evento surgem acusações de parte-a-parte. Defensores da candidatura própria denunciam de forma reservada que os delegados do grupo de Washington ficaram confinados em hotéis da cidade e teriam recebido R$ 100 para manter a posição pró-Flávio Dino.
Fernando Silva, um dos líderes deste grupo, diz que a denúncia é mentirosa e tudo não passa de guerra de nervos para tentar melar o encontro. “Esse pessoal (do grupo de Dutra) sempre age desta maneira”, declarou.
Escrito por Décio Sá às 27/04/08
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PT deve ir de Flávio Dino
O PT deve decidir amanhã pela coligação em torno da candidatura do deputado Flávio Dino (PC do B) à Prefeitura de São Luís. Durante reunião encerrada agora há pouco, os 96 delegados liderados pelo ex-deputado Washington Oliveira resolveram aderir à coligação com o comunista.
Somado mais os 14 delegados ligados à deputada Helena Heluy, o apoio a Flávio Dino deve ser a tese vitoriosa do encontro deste domingo. Isso se nada de anormal acontecer até a hora do evento, que começa de manhã. A candidatura própria, defendida pelo sindicalista Bira do Pindaré, tem apenas 96 votos.
Dois fatos foram cruciais para a definição do grupo de Washington pela coligação com o PC do B: a pressão de Helena e os movimentos errados feitos pelo presidente do PT, Domingos Dutra, e por Bira.
O grupo da deputada definiu que só votaria pela coligação caso isso ficasse definido antes mesmo da votação e a união fosse com Flávio Dino. Caso contrário, votaria pela candidatura própria. Essa pressão fez o grupo de Washington se reunir e decidir pela aliança com os comunistas.
Apesar de tentar ser o candidato do partido, Bira fez uma série de movimentos errados. Ficou de namoro com o PDT enquanto jogava charme para o PC do B. Ontem ele foi visto aos beijos e abraços com Flávio Dino na Batuque Brasil durante o show de Nando Reis e Zeca Baleiro.
Assessor especial do governo, o petista se reuniu com o governador no Palácio dos Leões para ouvir dele a posição a seguir. “Doutor Jackson, a minha posição é uma decisão sua. O que o senhor acha que eu devo fazer?”, declarou o sindicalista ao pedetista. O governador não deu resposta.
Num último esforço para tentar reverter a situação, Dutra se uniu ao tucano Roberto Rocha, que chegou essa semana dos Estados Unidos, para tentar enquadrar o grupo de Washington através da força do Palácio dos Leões.
O tiro saiu pela culatra e o movimento irritou mais ainda os delegados ligados ao ex-deputado.
Escrito por Décio Sá às 26/04/08
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O debate que o Ministério Público não fez Prédio das Promotorias quase ruiu, mas os candidatos não tocaram no assunto Assisti ontem ao debate dos sete candidatos ao cargo de procurador-geral de Justiça. O que mais chamou a atenção no evento foi o fato dos representantes do Parquet não terem discutido um dos problemas que mais aguça a curiosidade da sociedade: a situação caótica do prédio das Promotorias da Capital, que foi interditado sob ameaça de desabamento.
Nem os 14 membros da instituição que fizeram pergunta aos candidatos tocaram no assunto, o que só aumenta a supeita de algo muito grave anda acontecendo no Reino da Dinarmaca.
Coube ao procurador-geral Francisco Chagas Barros, nas considerações finais, tocar no assunto de forma passageira. Ele disse que teve a coragem de fazer uma intervenção geral no prédio, mudando cerca de 80 departamentos para outro, com receio de algo grave acontecesse: o prédio desabasse sobre as cabeças dos promotores e servidores.
De bom, só o fato dos candidatos estarem preocupados com a situação da falta e da ausência de promotores no interior do estado, principalmente em plantões.
Abaixo, passo a analisar a participação de cada candidato.
José Henrique Moreira - Último candidato a integrar a lista, parecia tímido. Disse que não iria ficar pelos cantos da instituição pedindo voto aos colegas ou ligando para seus parentes com mesmo objetivo até por respeito a eles. Afirmou que se for eleito e escolhido procurador não vai viajar (e receber diárias, evidentemente) para assinar um documento que possa chegar às suas mãos via sedex. Criticou o fato de procuradores e promotores serem hoje duas classes "distintas" dentro do MP. Classificou de "um luxo que não podemos mais ter" o excesso de promotores e estagiários em cargos de assessoramento na direção da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ). Disse que vai praticar o "exercício da autoridade". "Tribo que não tem cacique não funciona. Eu não vou prometer para não fazer". Se for o último da lista tríplice e mesmo assim indicado pelo governador, não terá constrangimento algum em assumir o cargo.
José Osmar Alves - Como no debate anterior, criticou o órgão por estar deixando a PF fazer o seu trabalho. Citou como exemplo na Operação Rapina. No entanto, falou a maior besteira do debate. Disse que como a população sinalizou uma mudança (com a eleição corrompida de Jackson Lago) as instituições também teriam de mudar nesse sentido. Comentário meu: Se o MP for no rumo do "governo da libertação", a PF ainda vai ter muito trabalho, inclusive com o próprio Ministério Público. Criticou a colega Fátima Travassos que quando eleita pela primeira vez presidente da Ampem (Associação do Ministério Público) prometeu não concorrer a reeleição, o que, obviamente, não cumpriu. Criticou ainda a ausência e a falta de promotores no interior, mas disse que não iria ficar vigiando os colegas. Também garantiu que assume se não for o mais votado.
Fátima Travassos - Fez um apelo em torno do voto das mulheres. Apesar de ter liderado um movimento nacional quando não foi indicada procuradora, ocasião em que foi a mais votada, reafirmou que assume mesmo que não esteja no topo da lista. "Aprendi que aqui os acordos nunca são cumpridos", justificou. Usou sua gestão na Ampem para se cacifar. "Sou mulher de ação, de resultados e não de conversa. Não estamos brincando de ser procuradora-geral de Justiça." Criticou de forma veemente a falta de plantões de promotores no final de semana no interior do estado. " Para sermos bons cobradores, temos de ser bons servidores. Não podemos falar em probidade se não praticarmos", estocou.
Eudardo Hiluy Nicolau - Devido a simplicidade e sinceridade em suas respostas, levou o público várias vezes às gargalhadas. "Eu digo o que penso. Quero ser o provocador-geral de Justiça. Vou colocar os promotores na rua junto comigo cara-a-cara com o povo." Questionado sobre o fato de promotores da capital também fugirem para o interior nos finais-de-semana, respondeu: "Por enquanto, esse não é um problema meu. Vai ser quando eu assumir." Disse que fará uma reforma na estrutura do órgão de modo que algumas promotorias que perderam a função ao longo do tempo sejam extintas e esses promotores sejam deslocados para outras com atuação mais reconhecida pela sociedade. Afirmou não ter nenhum constrangimento em ir de "pires na mão" ao governador buscar recursos para o melhor funcionamento do MP.
Francisco Barros - Na defensiva, tentou responder todas as acusações dos adversários. Afirmou, por exemplo, que o exercício da autoridade não poder ser feita com autoritarismo. Disse que um ano e onze meses é um tempo curto para fazer as mudanças que o MP necessita. Explicou que teve de lidar com várias mudanças na legislação interna, o que de certo modo prejudicou seu trabalho. Concordou com os adversários em dar vez a Ampem nas reuniões dos conselhos superiores. Argumentou que vem diminuindo gradativamente a participação de promotores em cargos de assessoria na PGJ e melhorando a relação de concursados que ocupam cargos comissionados no órgão - hoje em 33%, quando a legislação dermina o mínimo 50%. Chamou de "mão de obra barata" os estagiários, em sua maioria concentrados na Procuradoria. Prometeu descentralizar para as promotorias esse tipo de servidor. Negou que a concessão recente de diárias para promotores que respondam por outra comarca seja medida eleitoreira. "Nunca deixei de investigar um ato de corrupção que chegou ao meu conhecimento."
Gladston Fernandes Araújo - Foi tido mais uma vez o melhor do debate devido a eleoquência e coerência de seu discurso. Declarou saber que o órgão pratica o nepotismo cruzado. "Sei quem são, onde estão e só estarão lá até eu assumir", declarou. Para criticar Luiz Gonzaga, citou a revista da Ampem que mostra superávit em sua gestão à frente da entidade quando o conselho contador da associação detectou déficit de R$ 6 mil. "Quem está falando a verdade?", questionou. Disse ainda que dos sete Caops (Centros de Apoio Operacional), que auxiliam os promotores em investigações de fôlego, apenas três funcionam e dois têm atribuições definidas. "Vou fazer de meus atos exemplos para poder exigir dos outros".
Luiz Gonzaga Martins - Tido como favorito por ter o apoio da Ampem, não procurou se envolver em polêmica. Respondeu a Gladston dizendo que o déficit de R$ 6 mil foi gerado por um torneio de futebol quando a revista já tinha sido editada. Provocou certo mal-estar na atual direção do MP ao afirmar que "não vou ficar ligando para promotor para passar a mão na cabeça de político corrupto". Disse que criará o Fórum Permanente do Ministério Público com reuniões de seis em seis meses. "Vamos fazer um MP socialmente mais atuante. Vamos liderar pelo exemplo."
Escrito por Décio Sá às 26/04/08
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